quarta-feira, 26 de abril de 2017

 O MUNICÍPIO DE NANUQUE

A cidade está localizada na mesorregião mineira do Vale do Mucuri, microrregião, pastoril de Nanuque. Privilegiada com a divisão de três estados que ao tomar como referência aos municípios limítrofes tem-se: Ao norte, Medeiros Neto (BA) e Lajedão (BA); ao sul, Montanha (ES) e Mucurici (ES); a leste, Serra dos Aimorés (MG) e Mucuri (BA) e a oeste, Carlos Chagas (MG). Esta localização faz com que o município ocupe no território mineiro uma posição geográfica de caráter estratégico.
Por muito tempo Nanuque foi considerada uma das cidades mais importantes do interior de Minas Gerais. As palavras de Fonseca (1986, p.62) reafirmaram a cidade como centro atrativo e referência em suas potencialidades para Minas Gerais: “Até a década de setenta, Nanuque era o centro único da região. Médicos, advogados, dentistas e outros benefícios eram procurados aqui. Vinham clientes de Eunápolis (BA) e Mucuri (BA). Tudo convergia para cá”.
Com o passar dos anos, a cidade não conseguiu manter seus status representado pela forte economia da pecuária e presença de madeireira e laticínios em detrimento do fechamento destas indústrias, aliada a esta perda notória regional, Nanuque deixou de ser o centro de referencial de compras de madeira para os municípios mineiros da Mesorregião Vale do Mucuri, como também as localidades do Extremo Sul da Bahia e Norte do Espirito Santo.
2.1 TRAJETÓRIA HISTÓRICA
“A NAK-NUK, linda de corpo moreno,
De cabelos negros, de olhar distantes,
Subiu no alto da Pedra BUENO,
E teve uma visão fascinante.”
(Alice Travassos dos Santos)

Etimologicamente o nome Nanuque é uma palavra indígena, que se define como “Bugre dos cabelos negros”, em homenagem aos índios Nak-Nuk que nesta cidade habitavam. A região atraía os portugueses para exploração de madeira, mesmo com a presença dos ferozes índios botocudos, assim chamados, pela característica marcante dos botoques que usavam nos lábios e na orelha, que impediam a dominação da localidade.

Antigamente o município de Nanuque possuía dois distritos: a sede e Serra dos Aimorés, que em 30/12/62 garantiu a sua autonomia Municipal pela lei nº 2.764. Houve também divergência na divisão de distritos, comprovando que Vila Pereira pertencia ao distrito de Nanuque e não a Carlos Chagas, como julgavam.
Atualmente, Nanuque conta com uma população de 42.000 habitantes, conforme censo do IBGE 2010, distribuída no distrito sede, zona rural, Vila Pereira e o povoado de Gabriel Passos, criado pela Lei Municipal de nº 315 de 02 de julho de 1965.
Sobre o antigo povoado de Santa Clara restava ainda como testemunho daquela época uma muralha (antigo cais) hoje substituído pela construção de uma usina hidrelétrica que recebe o nome do povoado, em sua homenagem.
2.2 ASPECTOS SOCIOECONOMICOS
No início da década de 1960, o Município de Nanuque começava a se destacar com o advento de pecuária de corte, que sustentava a economia local. Sendo a mesma muito bem explorada com o fornecimento de carne, leite e todos os seus derivados. Produtos estes industrializados nas fábricas existentes em Nanuque, tais como: Empresa de Laticínio Bossi (1960), produtora de manteiga e queijo; CCPL – Cooperativa Central dos Produtos de Leite (1975), fábrica de queijo parmesão e tipo prato; e SPAM – Sociedade Produtora de Alimentos Manhuaçu (1975), filial de uma produtora de leite em pó e manteiga. Outras indústrias também contribuíram para o desenvolvimento da cidade, ressaltando-se a influência da Brasil Holanda, indústria de compensado e do Frigorífico de Nanuque (FRINASA), com capacidade para o abate de 75 (setenta e cinco) bois por hora.
O processo de industrialização no Vale do Mucuri foi percebido como muito importante pelos políticos à época, embora dentro de uma visão eminentemente empregatícia, esquecendo-se da conservação da matéria prima, variação climática e a qualificação desse profissional, bem como a sua migração do campo par cidade. O que poderia agregar par ao desenvolvimento regional tornou-se um fator de risco para a permanência das empresas.
Porém, considerando-se a atual situação da cidade, torna-se necessário refletir até que ponto este conceito integrante da memória popular tem contribuído para o desenvolvimento regional. Visto que a maior indústria de geração de emprego “Bralanda” já não existe mais, a Alcana usina produtora de álcool e cana de açúcar está fechada prevalecendo no município a pecuária e a plantação de eucalipto.
Aqui está um pouco da história de minha cidade, lugar onde eu nasci e ao longo da vida fui construindo um laço de amor, que apesar de todas as transformações e dificuldades e avanços que sofreu ao longo dos anos continua sendo um lugar que para mim não existe melhor, tem um rio que passa no meio da cidade.
O Rio Mucuri que é o principal rio do Vale do Mucuri e passa por boa parte do município de Nanuque e é muito utilizado por moradores e visitantes da região para a prática de algumas atividades desportivas, dentre elas, a pescaria e a canoagem.
É bem verdade que a cidade não teve muitos avanços, mas mesmo assim continua sendo um bom lugar para  se viver.

REFERÊNCIAS
SANTOS. Marcio Miranda. A Perspectiva De Trabalho Dos Jovens Egressos Do Ensino Médio: Um Estudo De Caso Numa Escola Estadual De Nanuque-MG. 2014. 26 f.
MIRANDA, Marcio apud FONSECA. Ivan Claret Marques. Nanuque, seu povo, sua história. Nanuque.1986.

MIRANDA, Marcio apud SANTOS. Alice Travassos.

ANEXO

















 

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